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07/08/2015

Romantismo & Burguesia

(Frederic Leighton O pescador e a sereia,1856-1858)


Romantismo é a escola artístico-literária cujos valores e estética substituiram o universo clássico. Nas origens do movimento romântico, encontram-se contos medievais, lendas e folclore de povos outrora considerados bárbaros pela cultura romana. Encontram-se também posturas ante a vida em divergência com os valores clássicos. A escola romântica é o sentimento e a possibilidade de externá-lo. É ainda a vida centrada no eu e na liberdade de expressão, daí resulta sua ligação forte com os movimentos de transformação em curso na sociedade (em especial a Revolução Francesa, Industrial).
A ideologia burguesa estava em oposição ao absolutismo (para defender seus interesses como classe social). Movimentos como o liberalismo, tinham como meta a valorização individual do homem, a partir do momento em que defende os direitos ou liberdades de pensamento e expressão.
Com a revolução industrial, a burguesia tornou-se a classe economicamente dominante. Apesar de o proletariado ter lutado ao seu lado, na Revolução Francesa, contra o regime absolutista e ter desempenhado papel fundamental na transformação da sociedade, é a burguesia que se apodera de todos os privilégios.
Com a Revolução Francesa, ocorre a queda do Antigo Regime, altera-se a estrutura da sociedade.
Com a Revolução Industrial, alteram-se as relações comerciais e de trabalho.
As duas revoluções provocaram no homem da época uma nova postura frente à realidade: a percepção de que os valores não são absolutos e de que os fatos da historia são relativos, porque viveram a experiência de fazer desmoronar a velha cultura e construir uma nova.
Essa transformação é evidenciada na literatura. O escritor romântico rompe com as formas tradicionais e rígidas do período clássico e conquista a liberdade de expressão, volta-se para seu mundo interior e faz uma leitura da realidade. Assume uma postura nacionalista, mergulhando em seu passado. . Mas vale lembrar que, em muitos casos, essa contestação ao Iluminismo burguês não era total, ela se estendia apenas às ideias mecanicistas e às simplificações otimistas. Em um segundo momento o movimento romântico é contrário as transformações que engessam as varias facetas da personalidade humana:

Numa sociedade em que todas as relações sociais são mediatizadas pela mercadoria, também a obra de arte, idéias, valores se transformam em mercadoria; relacionando entre si artistas, pensadores, moralistas através do valor de troca do produto. Este deixa de ter o caráter único, singular, deixa de ser a expressão da genialidade, do sofrimento, da angústia de um produtor
(artista, poeta, escritor) para ser um bem de consumo coletivo, destinado, desde o início, à venda, sendo avaliado segundo sua lucratividade ou aceitação de mercado e não pelo seu valor estético, filosófico, literário intrínseco.


 (William Holman Hunt O pastor galante, 1851)


O individualismo exagerado do romântico é uma compensação do materialismo da realidade circundante e uma defesa contra a hostilidade burguesa pelas coisas do espírito. 
O resultado desse individualismo no movimento romântico será uma arte de conteúdo egótico, de constante evocação do “eu”:

Era uma noite – eu dormia
E nos meus sonhos revia
As ilusões que sonhei !
E no meu lado senti
...
Meu Deus! por que não morri?
Por que do sono acordei?
No meu leito – adormecida,
Palpitante e abatida,
A amante de meu amor!
Os cabelos recendendo
Nas minhas faces correndo
Como o luar numa flor!
(Alvares de Azevedo – Lira dos vinte anos)

Como podemos notar no fragmento acima, na linguagem romântica há o predomínio da primeira pessoa, expressando um intimismo exacerbado, que em alguns momentos revela uma obsessão narcísica. A insatisfação do romântico com a realidade gerou outra forma de contestação que ficou conhecida como escapismo, que é o desejo de evasão, de fuga da realidade. No Romantismo, o escapismo se manifestou de maneiras diversas dentre elas temos: o espacial, o temporal e o suicídio.   Em relação ao espaço, o caminho mais comum se dava em direção à natureza. Vista como um refúgio para as almas desiludidas e sua confidente.
O escritor romântico idealiza a sociedade, o homem, o amor. Quando entra em contato com seus sentimentos mais íntimos, emerge o lirismo. A natureza, o amor, a mulher, a religião são exaltados em toda a sua plenitude.
Os versos livres foram adotados e a mitologia grega é substituída pelo medievalismo.
A linguagem torna-se mais simples, mais comunicativa. Elementos como cor e imagens, figuras com hipérbole, exclamação, comparação, metáfora e prosopopeia emergem como forma de representação dos estados de alma do escritor.
O escapismo espacial representa uma espécie de reprovação aos resultados da Revolução Francesa, contrastando com o anterior otimismo burguês frente às promessas da Revolução. As classes que ficaram à margem do poder tomam consciência do que lhes foi negado e já não acreditavam no lema que conduziu a Revolução, restando, assim, a fuga.



RESUMO:

Contexto histórico



Ascensão da burguesia

I - Revolução Francesa

II - Independência dos Estados Unidos

III - Revolução industrial



Projeto literário do romantismo

- Valorização do indivíduo

- Divulgação de valores burgueses: trabalho, sacrifício e esforço

- Exaltação do amor à pátria e dos símbolos nacionais



Características do romantismo

-Egotismo

-Misticismo (lembrando a época Medieval)

-Valorização da natureza

-liberdade de criação

-Nacionalismo, e historicismo  (motivado pelas revoluções)

-Escapismo (Sonho, loucura, espaço, tempo, morte – motivado pelo desencanto do povo com as revoluções que só favoreceram aos burgueses)

-idealização do amor do herói e da mulher

-maniqueísmo (bem x mal)



Romantismo  no Brasil

-Marco 1836 com “Suspiros poéticos e saudades” (Gonçalves de Magalhães)

-Independência em 1822



1ª Geração: Indianista e Amorosa

Principais autores: Gonçalves de Magalhães e Gonçalves Dias



2ª Geração: Ultra-Romântico  e Byroniana (mal do século )

Principais autores: Alvares de Azevedo, Casemiro de Abreu, Fagundes Varella



3ª Geração: Temáticas Sociais (condorismo e poesia lírica erótica )

Principal Autor – Castro Alves



Consegue ver influências do Romantismo por aí? Ouça a música a seguir e reflita a respeito.
(Mumford and Sons - White blank page)



 Link para a letra e tradução: White Blank Page

08/06/2014

Versailles no Bara - Revolução Francesa








Existem muitas formas de contar uma mesma história, e isto não seria diferente com um grande acontecimento como a Revolução Francesa, que tanto discutimos em sala de aula.
Como a linguagem da animação também faz parte de nosso blog, com a intenção de aumentar nosso conhecimento, conheçam o anime: "Versailles no Bara".

Versailles no Bara (ベルサイユのばら Berusaiyu no Bara), também conhecido como Lady Oscar em Portugal, The Rose of Versailles, La Rose de Versailles ou ainda A Rosa de Versalhes no Brasil, é um mangá shōjo de Riyoko Ikeda de 1972, adaptado para uma série anime e uma versão Live-Action Franco-Japonesa ambos em 1979


Manga shojo = Shōjo (少女 lit. menina(s)) é um termo usado para referir mangás para garotas, apesar de poder também interessar a qualquer gênero ou faixa etária. Os mais conhecidos no Ocidente são os romances ou comédias românticas que normalmente envolvem personagens da mesma idade do público-alvo (adolescentes).


A história de Versailles no Bara passa-se no final do século XVIII em França. Oscar é uma jovem garota criada como rapaz pelo seu pai. A educação militar que recebe permiu-lhe tornar-se capitã da guarda real, encarregada da proteção da jovem Maria Antonieta. Ao seu lado, Oscar tem André, seu amigo de infância, secretamente apaixonado por ela. Mais Tarde, devido a um amor não correspondido, Oscar decide sair da Guarda Real e Maria Antonieta coloca-a na Guarda Francesa. Juntos, terão de enfrentar os primeiros distúrbios que anunciam a Revolução Francesa.

Site Oficial de Riyoko Ikeda:  http://www.ikeda-riyoko-pro.com/

Site Oficial com informações dos personagens (em inglês): http://www.acesquad.com/glory/




Episódio para download: 01 - https://mega.co.nz/#!aZ1jVThT!I6Xl-xWBJjKzEWdsm_m-PWtw2vaDtQwQ4L4mepdP52Y


(para mais episódios acesse "Animes & outras culturas")

29/08/2013

O poder da Arte - Jacques Louis David




Jacques-Louis David era um homem encantado com o mundo antigo, a democracia grega e a república romana, os heróis clássicos e suas virtudes, as lutas pela liberdade e histórias de sacrifício. Ante os acontecimentos da Revolução Francesa, David envolveu-se profundamente com a causa revolucionária.
Em 1789, com a tomada da Bastilha e a queda da monarquia, David filia-se aos jacobinos, o partido político da extrema esquerda, e torna-se amigo pessoal de Robespierre e Marat. Em 1792, seria eleito deputado.
Em 1793, David votou pela morte do rei (seu antigo mecenas) e lutou pelo fim da Academia Francesa de artes, que considerava elitista. Passa ele próprio a mediar exposições públicas e supervisionar o aprendizado dos jovens pintores, que deveriam seguir o estilo oficial – mais tarde conhecido como neoclássico.
David percebe, desde cedo, o poder da pintura como instrumento de propaganda. Expostas em Salões abertos à população, David utilizava suas obras de forma panfletária, verdadeiras armas políticas. Ao pintar a Morte de Marat, por exemplo, David transforma o carrasco dos jacobinos em um mártir.
Além da pintura e da política, David coordenava marchas e festas revolucionárias. Quando um séquito transportou os despojos do filósofo iluminista Voltaire para o Panteão, a cerimônia organizada por David mobilizou uma multidão de 100 mil pessoas. Os festejos que organizava também eram famosos. O último foi dedicado ao “Ser Supremo”, e aconteceu por ocasião da decapitação de Maria Antonieta.
Para realizar tais eventos, David utilizava-se de uma série de símbolos retirados da antiguidade grego-romana, e inspirava-se em rituais pagãos. Logo percebeu-se o fascínio que tais símbolos exerciam nas massas, encantadas pela rica visualidade e por seu aspecto teatral. Tais métodos foram amplamente utilizados no século XX por homens como Lenin, Hitler e Mussolini.
Os jacobinos governaram a França até meados de 1794, quando foram derrubados pelos girondinos. O período jacobino é marcado pela suspensão dos direitos civis e perseguições a adversários políticos, especialmente entre 1793 e 1794, conhecido como período do Terror. Estima-se que entre 16000 e 40000 pessoas foram guilhotinadas em prol da revolução, inclusive o rei da França, Luís XVI.
David foi preso em agosto de 1794. Diferentemente de seus companheiros jacobinos, escapou da guilhotina, devido, principalmente, aos esforços de sua ex-esposa, Charlotte Pécoul. Charlotte era monarquista, e separou-se de David por não concordar com as atitudes do marido. Mas quando este foi preso, valeu-se de sua rede de contatos para salvar a vida de David e libertá-lo do cárcere. Reataram o casamento em 1796.


David é o pintor mais característico do neoclassicismo.
De 1 a 10, a vida de Jacques-Louis David contada através de suas obras:
  • Antíoco e Estratonice (1774):

    Foi com esta tela que Jacques-Louis David ganhou o prêmio Roma, na quinta vez que o disputou. Este prêmio era uma bolsa de estudos cedida pelo governo francês para talentos promissores, através de uma disputa. O vencedor passava alguns anos estudando em Roma. David era de uma família abastada, que o queria arquiteto. Mas o gosto pela pintura foi mais forte.
    Antíoco e Estratonice, 1774
    Antíoco e Estratonice, 1774
  • O Juramento dos Horácios (1784):

    De volta da capital italiana, Jacques-Louis David teve uma recepção calorosa, e desde já lhe foi reconhecido o gênio. Enviou duas obras para o Salão de 1781, e teve ambas admitidas. Instalou-se no Louvre, privilégio dos grandes artistas. “O Juramento dos Horácios” foi uma encomenda feita a David pelo rei da França.
    O Juramento dos Horácios, 1784
    O Juramento dos Horácios, 1784
  • A Morte de Sócrates (1787):

    Exibida no Salão de 1787. Foi comparada a criações de Michelangelo e Rafael, e qualificada por Diderot de “absolutamente perfeita”.
    A Morte de Sócrates, 1787
    A Morte de Sócrates, 1787
  • Retrato de Lavoisier e sua Esposa (1788):

    Esta obra de Jacques-Louis David mostra o famoso químico francês e sua mulher como companheiros, parceiros de estudos, já que ela o auxiliava em seus trabalhos. O quadro foi impedido de ser exposto pela aproximação que Lavoisier tinha com o partido Jacobino. O rei tentava censurar quadros que inspirassem a inevitável revolução.
    Retrato de Lavoisier e sua Esposa, 1788
    Retrato de Lavoisier e sua Esposa, 1788
  • Os Litores Trazendo a Brutus os Corpos de Seus Filhos (1789):

    A revolução francesa já estava em curso – era o ano de 1789!-, e a obra, por sua simbologia republicana, é logicamente censurada. Nela Jacques-Louis David conta a história de Brutus, um homem que descobre que os filhos conspiram contra a república, e os denuncia, recebendo seus corpos decapitados. É a exaltação do patriotismo em detrimento de todos os outros valores, como a família ou o individualismo. Por pressão do público, a obra acabou sendo exposta, causando uma grande comoção.
    Os Litores Trazendo a Brutus os Corpos de Seus Filhos, 1789
    Os Litores Trazendo a Brutus os Corpos de Seus Filhos, 1789
  • A Morte de Marat (1793):

    Obra exposta em 1793, no mesmo ano da morte do revolucionário francês que lutou pela queda da monarquia. Foi uma encomenda do partido, disposto a transformar Marat em um mártir. Neste obra, vemos a clara filiação política de Jacques-Louis David, que apoiou a revolução, votou pela morte do rei e transformou-se em um dos representantes do novo regime. Muitos consideram A Morte de Marat a sua obra prima.
    A Morte de Marat, 1793
    A Morte de Marat, 1793
  • Auto Retrato (1794):

    A obra foi pintada na prisão, para onde Jacques-Louis David foi mandado após a queda de Robespierre e demais revolucionários. Napoleão agora governava. David pintou a si mesmo muitos anos mais jovem, com um pincel na mão, tentando mostrar-se apenas um pintor, quando todos o acusavam de ser um dos responsáveis pelo período de terror que a França enfrentara nos últimos 15 anos – acusações acertadas, diga-se. Napoleão concedeu-lhe a liberdade.
    Autorretrato, 1794
    Autorretrato, 1794
  • A Intervenção das Sabinas (1799):

    Obra criada em 1799, em uma tentativa bem sucedida de atrair novamente a simpatia popular. Neste quadro, Jacques-Louis David apelava para a união nacional e pela paz, após o sangue derramado durante a revolução.
    A Intervenção das Sabinas, 1799
    A Intervenção das Sabinas, 1799
  • Napoleão no Passo de Saint-Bernard (1801):

    Obra encomendada pelo próprio Napoleão. Embora Jacques-Louis David estivesse oficialmente afastado da política, aceitando alunos em seu Atelier e vivendo de forma mais modesta, sua admiração por Napoleão era notória. Pintou-o diversas vezes, e foi convidado por Napoleão para ser o pintor oficial da corte.
    Napoleão no Passo de Saint Bernard, 1801
    Napoleão no Passo de Saint Bernard, 1801
  • Marte Desarmado por Vênus e as Três Graças (1824):

    Após a queda de Napoleão, com a dinastia Bourbon restaurada, Jacques-Louis David novamente se torna pessoa non grata na França. Obtém o perdão real, mas David prefere o auto-exílio em Bruxelas. Este quadro é sua última obra, terminada um ano antes do seu falecimento.
    Marte Desarmado por Vênus e as Três Graças, 1824
    Marte Desarmado por Vênus e as Três Graças, 1824


The Oath of the Tennis Court
The Oath of the Tennis Court


Conhecido por suas obras mais sisudas, David possuía um senso de humor ácido, quase vulgar. Como pode ser visto nesta gravura datada de 1791. Neste ano, com a Revolução Francesa em curso, o rei tenta fugir para a Áustria, mas é descoberto na fronteira e obrigado a retornar.


Assista agora este documentário.


O poder da arte


30/05/2013

Revolução Francesa - A moda no Antigo Regime



No Antigo Regime, nem todo mundo podia vestir o que quisesse. O motivo não era apenas o alto preço dos trajes, mas também as regras sociais que impediam o uso de determinadas peças.
A França se consolidou como potência do comércio de moda no reinado de Luís XIV (1638-1715). O ministro Jean-Baptiste Colbert (1619-1683) chegou a criar uma indústria de rendas finas, o que levou o rei a decretar que só essas rendas poderiam ser usadas no país.


Em 1789 a Revolução Francesa produziu uma profunda mudança na estática da moda, e o material favorito mudou da seda ao puro algodão.

 

Mas a Revolução Francesa rompeu com a ostentação da corte.Motivados pelo ideal de que todos os homens são iguais, os franceses aprovaram um decreto em 1793 declarando que: 
"nenhuma pessoa de qualquer sexo poderá constranger nenhum cidadão a se vestir de uma maneira específica sob pena de ser considerada e tratada como suspeita e perseguida como perturbadora da ordem pública: cada pessoa é livre para vestir-se de acordo com seu sexo como lhe convém”.
A revolução francesa foi um marco importante dentro da história da moda, a maneira e vestir do Antigo Regime foi abandonada. Os casacos bordados, os vestidos brocados, as perucas e os cabelos empoados desapareceram, o estilo da corte francesa foi extinto e no seu lugar entrou o estilo inglês do campo definitivamente.Assim os homens passaram à usar um casaco de caça comprido, botas ao invés de sapatos e coletes justos, os colarinhos eram altos e os lenços do pescoço volumosos.



As roupas femininas mudaram completamente, forma abandonadas as anquinhas e os espartilhos, os tecido deixaram de ser extravagantes.Tudo agora era muito leve em cores pastéis ou branco, a cintura era alta, abaixo dos seios e os sapatos forma substituídos pelas sapatilhas sem salto. Os cabelos foram simplificados e o único adereço mais extravagante era uma pluma de avestruz. Todo o homem novo, não seria ‘novo’ se não portasse: As cores da bandeira, os modelos sans-cullotes (pobres, artesãos, a frente de batalhas, eles impõem as calças compridas, pantalonas, diferentes das que são usadas agora) .Tinha de ser portada de qualquer jeito, no colete, no chapéu, no casaco. Os moderados e os aristocratas eram identificados por sua recusa em usar a roseta. A partir de 1792, o barrete vermelho, o casaco estreito com várias filas de botões e as calças largas passam a definir o sans-culotte, isto é, o verdadeiro republicano.

Culotte era peça uma de roupa da aristocracia e classe alta do século XVIII.  Inicialmente a expressão sans cullotes era usada de maneira pejorativa, era aplicada aos que não tinha condições de comprar meias de seda e calções e por isso tinham que usar calça, porém posteriormente a expressão ganhou um sentido positivo. Uma peça de roupa passou a representar o movimento.



 
Em 1793, a liberdade do vestuário, onde ninguém mais poderia ser obrigado a ser vestir como era mandado foi aderida.

Apesar da Revolução, a França continuou sendo referência mundial na moda. A novidade é que as roupas passaram a ser inspiradas na Antiguidade Clássica. Os vestidos desciam lânguidos, sem armações, imitando a forma das estátuas gregas. A cintura subia até abaixo dos seios. Os tecidos eram leves e transparentes, e de preferência brancos, em um primeiro momento. Os cabelos perderam o volume e passaram a ser baixos e cacheados ou presos em coque.
 
 


As mulheres
  • Nos primeiros anos da revolução a participação feminina foi aceita e até mesmo incentivada;
  • Muitas fundaram clubes políticos e encabeçaram protestos e ações armadas;
  • Marie Gouze escreveu a Declaração dos Direitos da Mulher e da Cidadã: manifesto reivindicando a igualdade de direitos entre homens e mulheres.
  • Lei do divórcio: reconheceu a igualdade no casamento;
  • Algumas proibições começaram a acontecer e passaram a ser repressões;
  • Durante o período do terror, todas as associações de mulheres foram  fechadas  e muitas ativistas guilhotinadas;
  • Por muito tempo, as mulheres francesas não puderam ocupar funções públicas, e o direito ao voto só foi aprovado em 1945;
  • Os homens franceses acreditavam que, se as mulheres assumissem funções ou cargos públicos, elas não seriam capazes de constituir uma família e se dedicar a ela. Para esses homens, o lugar das mulheres era o lar, cuidando dos afazeres domésticos e educando os filhos.


Acesse para saber mais o download do trabalho do Professor Paulo Morais-
Alexandre, professor de História do Traje na Escola Superior de Teatro e 
Cinema:

Link 1 - Moda Francesa

Link 2 - Moda Francesa 


Link 3 - Moda Francesa

Pode-se também visitar ao seguinte site, com a história da vestimenta: 

Site em inglês:



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